terça-feira, 15 de novembro de 2011

Sempre pode piorar...

     Olá, pessoas!

     Já escrevi parte desse texto antes, mas ele ficou "preso" no notebuquinho... Daí resolvi reescrevê-lo, pois cada vez que reescrevo novas sensações aparecem, novas percepções surgem e pode nem ficar melhor, mas me faz bem colocar tudo para fora.

     Ontem eu estava pesquisando quais músicas já coloquei no blog, e acabei lendo vários posts antigos. Nossa, como o tempo passa, e como foi bom ter escrito isso tudo. Muitas coisas que eu já tinha esquecido, muitos momentos em que eu achei que era o fim do mundo, hoje me ajudaram a ver que já passei por dias piores... Em alguns dias em que eu estava enjoada, me achando no fundo do poço, hoje vejo que já subi bastante, posso não ter chegado na borda, mas o caminho para lá é certo!

     Como disse para vocês, estava mega desanimada esses dias... Acho que a gente vai cansando, por mais que eu já tenha acabado as QTs, saber que ainda tenho que ir de 21 em 21 dias ficar presa ao equipo, levar mais umas agulhadas e ainda aguardar pela cirurgia reconstrutora, não me fazem me sentir totalmente livre... Sei que o pior já passou (as quimios realmente detonam a gente), mas sei que só me sentirei mais livre no final de tudo, em junho de 2012 (como as Olimpíadas de Londres serão em julho, meio que vou passar a acompanhar a contagem regressiva deles, que chique!).
P.S. quem quiser acompanhar, segue o site: http://www.london2012.com/
 
     Mas, como não há mal que dure para sempre, tive que fazer o que sempre tento: levantei, sacodi a poeira e dei a volta por cima... Uma das coisas que mais me faz bem é ouvir músicas animadas, e agora sempre faço isso: tomo banho ouvindo música! Quando me dei conta, estava dançando... O problema está aí: pelo vidro embaçado do box quem estava lá: ela, a Pinah! Só que branca! Tá, tudo bem...tô exagerando, porque eu não danço tão bem quanto ela (estou mais para o príncipe Charles sambando!)... Mas vocês hão de convir: não há cura para a depressão ao se ver assim no espelho, né? Mas tudo bem, isso passou, abstraí dessa imagem, e vou levar em conta que meu cabelinho está crescendo, tô quase como o filho do Neymar deve estar... (por que cargas d´água os fios do cabelo do alto do  cucuruto crescem mais rápido que os do lado?). Ah, com um detalhe: só os cabelos, tá? A conta continua de pensionista do INSS...

     Depois de me deprimir com essa cena, achando que nada podia ser pior... Tive um surto de gastroenterite... Agora sim, cabelinho do Neymar, despeitada e seca como um bacalhau... Isso sim é vida! Mas a vida há de melhorar... Hoje já estou em casa depois de passar pela emergência, tomar mais um sorinho (e mais uma furada-bônus!), e conseguir me alimentar novamente... Uhu...Vamos pensar pelo lado positivo? Nunca mais vou reclamar de dançar careca no banheiro... Pelo menos eu tinha forças para dançar e vou dar valor a ela!

     Mil beijos em todas! E como diz a música: "Eu juroooo que dias melhores virão..."

     P.S. E aí vai uma musiquinha bem animada e feliz!


domingo, 13 de novembro de 2011

Informações virtuais, medos reais.

     Olá, meninas!

     Como estão? Essa semana foi meio complicada para mim, fiquei beeeeem deprê e mais ansiosa ainda do que já costumo ser... Quem está passando por isso já sentiu que o humor e o estado de espírito oscilam muito, tem dias que você está super confiante e feliz, enquanto que em outros você mal tem forças para sair da cama... 



     Nunca tive depressão, mas acompanho de perto várias pessoas que têm, sei o quanto é uma doença difícil de se encarar, de quão difícil é seguir a vida enquanto se está doente, e ainda ter que aguentar dos outros, comentários como se a doença fosse uma escolha: "levanta dessa cama, menina!", "isso é falta do que se preocupar" e coisas assim... É, só quem fica doente sabe, só a gente sabe aonde nosso calo aperta!


     Pois bem, há algumas semanas eu estava no meu modo "ansiedade-master-plus-mega-power", e resolvi que ia fazer alguns exames de acompanhamento. Sim, fui ao meu onco quando acabei a QT e ele me pediu um eco e uma ultrassonografia das mamas (eu acho que devia pagar meia!). Mas, achando pouco, nesse momento supracitado de ansiedade, eu resolvi esquecer que era apenas paciente (e eu deveria aplicar essa palavra nos dois sentidos!) e pedi mais alguns exames para mim mesma... MEA CULPA MEA MAXIMA CULPA! (Em negrito, para demonstrar beeem a vergonha que eu estou de mim mesma!). Caí na besteira de entrar na paranóia de querer fuçar tudo e fiz exames à toa. E como aprendi na faculdade: Só peça exames se você sabe o que vai fazer com os resultados depois! E eu não sei (nem tenho que saber!)!!


     E onde entra a depressão? Aí que vem a raiva (que me levou á uma tristeza sem fim) de mim mesma: o tal exame que eu fiz deu um resultado diferente de NORMAL (e todos aqueles termos médicos para designar: "tá tudo bem, filha, relaxa!"). Pronto! O suficiente para eu entrar na paranóia, encomendar o caixão, chorar, deixar de comer, só não fiz testamento porque nem tenho bens mesmo... (até o carro já está vendido!). Até que resolvi deixar de ser burrinha e pensar: se não pediram esse exame antes, vou fingir que ele nem existiu e converso com meus médicos nas próximas consultas. Depois de feito isso, estou trabalhando aqui comigo minha ansiedade e tristeza e tenho certeza que em algumas semanas estou bem novamente. Consultas marcadas, minha saúde entregue nas mãos de quem tem que estar: dos meus médicos!


     Aproveito o momento e deixo meu recado (sei que se conselho fosse bom a gente não dava, massss... #ficadica!): tentem não dar taaaanta importância ao que lemos na internet, ao que conversamos em chats ou até mesmo ao que lemos em blogs - e olha que isso está vindo de uma blogueira! Colham as informações devidas, as dúvidas que tiverem, mas sempre as tirem com seus médicos! Não caiam nessa paranóia que eu caí... Cada caso é um caso, cada um tem seu protocolo de tratamento e rastreio e o melhor a se fazer é viver! E feliz... Sempre! Um bom domingo a todas!

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Praticando o desapego

     Olá, pessoas!

     Estava sumida antes, né? Pois é... Acho que acumulei ideias para escrever e cá estou eu novamente, três dias depois de postar. Engraçada essa relação com o blog, muitas vezes quero escrever qualquer besteira, mas penso que não é o momento, em outras, a vontade de escrever some, e mesmo assim eu acho que tenho que vir aqui colocar para fora qualquer coisa... É, sinal de que nem tudo mudou na minha vida, continuo ansiosa e perfeccionista... Ai, ai! Mas vou trabalhar isso... Ah, se vou!


     Como vocês sabem, viajei semana passada... E na volta vem a parte chata: desarrumar as malas! ODEIO! Por mim, ela ficava rolando com tudo dentro até a próxima viagem, mas como meu TOC constuma ganhar da minha preguiça, fui arrumar a bendita. Aproveitando que estava com a mão na massa, resolvi que ia dar aquela limpa no armário...

                                                       (meu sonho de armário)

     Aí que mora o perigo. Depois de perder um peito, cabelos, sobrancelhas e outras cositas mas, você acha que já está craque no desapego... Mas, que nada... Remexer no armário mexeu mais em mim do que nele! Abri gavetas há muito tempo fechadas e lá estavam eles: os biquinis de cortininha... É, amiguinhos, tchau, goodbye, alfidezein (é assim, mesmo? Google você fala alemão?)... Com essa cicatriz bizarra, sem chance de eu usá-los novamente, então... E aí vieram os tops para malhar: mesmo fim! Adiós! E algumas blusas também tiveram o mesmo destino... É, a vida nunca mais será a mesma, mesmo!


     Quando eu achava que já estava superando, "é só uma fase", vai passar, abro outra porta e tchanaaaan: jalecos e roupas de trabalho... Ai, ai, mais saudades, mais angústias, mais um aperto no peito. Mas esses eu não vou jogar fora, né? Espero que em breve eu vá usá-los! (Se eu couber! Claro que não foi um ano só de perdas: ganhei muito também: MUITOS QUILOS! rsrsrs). Brincadeiras a parte, é de lascar... Mudanças no corpo, no humor, e tome de aprendizado! :) (E vou seguindo assim, mais leve!)


     Mas, é isso... Vida que segue, e eu aprendendo a cada dia mais... A ser feliz, a não me preocupar com besteiras, a não me estressar com coisas pequenas e, principalmente, dar o devido valor que as coisas têm. Um ótimo fds para todas! :)
  
Musiquinhaaaaaaaa: "eu hoje joguei tanta coisa foraaaaaa..."


    

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Recarregando as energias...

     Olá, pessoas!

     Tinha tempo que eu não aparecia, não é? Pois é... Depois de alguns dias beeeeeem tristes, me permiti tirar uns dias de folga (??)... de tudo, até do blog. É, acho que a tristeza havia tirado até minha vontade de escrever. Mas, depois de alguns dias mais felizes, voltei... E beeeem mais animada.



     Só quem está passando por essa luta sabe como ela é realmente uma batalha. Em todos os sentidos: físicos, mentais, psicológicos, financeiros, etc, etc. Comentei isso com o RC, a sensação que eu tenho é a de que estou como um copo com a água na borda, qualquer estresse, por menor que seja, parece que é a gotinha que está faltando para eu transbordar... E tome de chorar! Não sei se ter iniciado o tamoxifeno ajuda nessa oscilação de humor, mas... Por falar nisso, que (D)efeitos colaterais vocês estão tendo?

     Foi aí que entrou em cena esse período sabático. Eu ia viajar na semana em que perdi meu padrinho. Após essa perda, desanimamos de tudo aqui em casa. Mas, alguns sinais (não sei no que vocês acreditam) nos fizeram decidir viajar à terrinha da minha mãe (já falei que sou "meio Paraíba", né?).


     E lá fomos nós duas. Uma tristeza sem fim nos acompanhava, a mala nem foi pesada de roupas, mas nas nossas costas, carregávamos um fardo pelo ano que está sendo tão pesado. Mas não é que foi a melhor coisa do mundo a gente ter viajado? Há anos eu não tinha esse momento "viagem só eu e minha mãe", há uns 3 anos eu não ia à Paraíba rever a família, e há mais tempo ainda a viagem não era exclusivamente dedicada a isso: ficar entre aqueles que eu tanto amo. E  FOI ÓTIMO!

     Fiquei em João Pessoa, revi primos e primas, tios e tias, comi a minha amada tapioca, enchi a pancinha (que não para de crescer) no meu restaurante preferido, conheci outros tão gostosos quanto, e... tchananan: mergulhei no mar!!! Após quase 9 meses lá estava eu mergulhando a careca (de manhã beeeem cedinho, pois o sol lá nasce primeiro e é "inclemente e impiedoso"...rs) no mar quentinho do nordeste... E vi novamente que a vida realmente vale a pena.
P.S. para quem mora longe da praia, 9 meses sem dar um mergulho pode nem parecer nada demais, mas poxaaaa, sou nascida e criada no Rio, desde bebê indo à praia...vocês entendem a falta que o mar me fez, né? Não me chamo Marina à toa...:)


                                                               João Pessoa

     Achando pouco tudo isso, fui à cidade onde minha mãe nasceu: Campina Grande (sim, a cidade do São João!). Há mais de 10 anos eu não ia lá. Fiquei na casa da minha tia, onde minha mãe nasceu e onde eu já havia passado tantas férias quando criança. Impressionante como é a memória olfativa... Só de sentir cheiros que só existem lá, uma sensação enorme de conforto me tomou por completo, e tome de baterias recarregadas. Dormi pouco todos os dias, não estava acostumada a ter a luz do sol tão cedo, mas quem disse que eu senti? Estou nova! E super animada para ir já já fazer mais uma aplicação do Herceptin! :) E VAMU QUE VAMU!

Campina Grande

     Mil beijos em todas! Musiquinha que me lembra a terrinha... "Eu venho lá do sertão!"



    

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Tristeza não tem fim...

     Olá, pessoas!

     Já vou avisando de antemão, caso o título não demonstre com clareza o que estou sentindo: ESTOU TRISTE "pra C%#&@#". Se vocês quiserem largar o blog aqui, e deixar para lê-lo numa próxima postagem, juro que entendo...

     Caso vocês queiram continuar, agradeço desde já, e aviso que o que você vai ler aqui serão apenas palavras do mais puro desabafo. Não vou pensar, não vou censurar, vou deixar vir o que me der na telha e passar direto para minhas mãos. Estou num daqueles momentos em que você precisa "cuspir" tudo o que está travado na garganta, desopilar o fígado, para quem sabe assim, começar a entender tudo que está acontecendo ao seu redor.

     Juro que tento compreender, ser forte, e aceitar o porquê de estar passando por tantas coisas de um ano para cá, mas não estou conseguindo... E mais uma vez, não me venham com culpas ou explicações mirabolantes. Culpa eu não quero nenhuma! Estou dispensando mais uma vez explicações sobre pecados dessa vida, maldades em vidas passadas, carmas familiares, olhos-gordos e afins... Respeito tudo, mas prefiro não ouvir certos comentários. Me desculpem. Sei que se estou aqui me expondo e escrevendo tudo que penso num blog, posso estar aberta a ouvir de tudo. No momento me dou ao direito de não, não ouvir e não ler nada que me faça mal. Obrigada, retorno mais "macia" em breve. 
      Vocês devem estar se perguntando "mas o que houve"? Ficou maluca? Amargurou de vez? Simplesmente tem uma hora que por mais que você saiba que tem que ter pensamentos positivos, se animar, levantar, sacudir a poeira, você não consegue... Sei que é passageiro, que vai passar, que logo, logo estarei mais animada de novo, esperançosa... mas hoje estou triste. E pronto. Quero chorar minhas lágrimas, quero derramar meu sofrimento, quero esgotar meus infortúnios. E pronto. Seguir a vida.

     Porque é assim que tem que ser. Passar pelos momentos difíceis, com dignidade, força e serenidade, aprendendo com todas a adversidades, para nos momentos felizes, saber aproveitar cada minuto com uma nova visão. E sei que dias melhores virão...

     P.S. Como vocês me acompanham e perdem seu precioso tempo me lendo, acho justo vocês saberem o que está acontecendo, afinal, se quis começar um blog, não entendo porque ter certos mistérios e segredos. Dia 16 de outubro é o dia da morte do meu avô - faleceu tem tempo, mas a saudade não diminui, dia 18 de outubro era aniversário do meu pai - morro de saudades dele, jamais vou conseguir superar essa perda... E não bastando esses dias de outubro me trazerem lembranças e me deixarem saudosa, perdi meu padrinho dia 17... Resumindo... meu coração está em frangalhos. Mas não escrevo aqui para ter a pena de ninguém, porque sempre fui forte, e serei novamente. Aguardem as próximas cenas e estarei aqui sorrindo e nessa luta, confiante na cura e no retorno mais do que feliz à vida-normal.

      Obrigada para quem me deu força, apoiou, rezou e torceu para que tudo desse certo. Obrigada para quem continua torcendo e rezando por mim!
      Dessa vez, o post não tem fotos, nem música. Não combina, né?
      E deixo aqui uma frase profunda: Se a gente cresce na adversidade, NBA aí vou eu... 

     Beijos em todas. Para não deixar vocês com uma impressão muito ruim de mim, já já escrevo sobre o dia dos médicos... Atrasado, mas pode, né? :)

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Família eh, família ah, família!

     Olá, pessoas!

     Tudo bem? Se eu conseguir postar hoje, essa terá sido a 3a tentativa de escrever esta budega. Aí sabe como é, né? Você se inspira, escreve e na hora do vamu ver, o blogger dá um tilti, e esquece tudo o que você tinha escrito aqui... Que raivaaaaa! Mas como estou trabalhando isso de não me estressar mais, abstraio e, ao invés de querer matar um, jogar o computador longe, saio de perto e deixo para escrever depois... Só que esse depois levou quase uma semana... Mas tudo bem, ele veio! :)


     E por que escrever sobre família só agora? Sei que já escrevi antes agradecendo à minha mãe, ao RC, à minha dida, aos meus primos e tios... Mas dessa vez é mais do que um agradecimento, é um reconhecimento! Sei que só sou o que sou, só cheguei aonde cheguei, só estou tendo forças para continuar nisso tudo, graças a ela, minha família! (E aí incluo aquelas amigas que considero a família que escolhi!)

     Parando para pensar (simmmmm, eu faço isso!), nem sei porque só estou dedicando um post inteiro à minha família só agora... Sou dessas que é super ligada à família. Tenho uma família enoooorme pelo lado paraibano (o da mamis) e uma menorzinha pelo lado do meu pai (pelo menos os que eu conheço), que é uma mistura de "baianos do norte-fluminense" (meu avô foi para a Bahia quando criança e por lá ficou, até voltar para o Rio, para estudar) e italianos. Como toda brasileira, sou essa misturada aí. E dessa bagunça toda, ficou uma pessoa para lá de emotiva, que ama uma família reunida, mesas grandes e gente unida (e comer muito, confesso!:)



     Dessas mesas grandes (nas cozinhas, principalmente - tem coisa melhor do que aquelas lembranças da infância, falando besteira e comendo sem parar na mesa de cozinha?) é que tem vindo forças para eu seguir adiante nessa luta. Sei que ninguém gosta dessa palavra, mas é assim que eu tenho sentido. Tem sim, sido uma luta, uma batalha, uma guerra contra essa     doença maledeta. Ninguém disse que seria fácil, né? Mas cada palavra de apoio, seja através de mensagens pelo FB, SMS, emails e, melhor ainda, visitas ao vivo - e aí vale o Skype, viu? - de cada primo, prima, tio e tia, como é bom, como me traz mais energia para nunca desistir...
E aqui agradeço mais uma vez por cada um de vocês existirem e se fazerem sempre presentes!


    E para comemorar essa nova fase do tratamento, o fim das QTs e o início de uma fase mais tranquila, com o herceptin e o tamoxifeno (depois escrevo um post só sobre esse novo amigo, que ficará ao meu lado por 5 anos...), nada melhor que uma viagem para ver in loco minha família querida: terrinha, aí vou eu!!! "Vou invadir o Nordeste, seu cabra da pesteeee, sou Mangueiraaaa..."! Primos!! E eu tô chegandooooo!!!!! 


     Mil beijos em todas! E uma musiquinha animada... (ia colocar a do Titãs, mas achei que essa era mais feliz! Feliz dia das crianças e de Nossa Sra. Aparecida!)  



     

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Só eu sei...o trauma que você me traz!

     Olá, meninas!

     Como vocês estão? Espero que todas bem, sempre! Ando meio sem cabeça para parar e escrever aqui, mas hoje, depois de um trauma, resolvi colocar tudo para fora no meu divã online...


   




     Fui ao onco ontem fazer a revisão pós-QT. Não vou precisar mais de nenhuma sessão de drogas pesadas, nem de radio. Agora é encarar mais 14 aplicações do Herceptin. O único problema é que tal do Herceptin é cardiotóxico, então, farei ECOs de 3 em 3 meses. Também já devo começar com o tamoxifeno daqui a mais ou menos um mês. E com ele, aqueles efeitos colaterais super agradáveis da menopausa. Imagina, o ser humano ter que passar por isso duas vezes na vida? É, todo castigo para corno é pouco, mesmo! rs Mas, vamos a parte boa: estou bem! Exame de sangue com mais de 50000 leucócitos, uma anemia, mas nada que não volte ao normal logo, logo. Ele me liberou para fazer atividade física, meus cabelos já estão voltando a crescer, deram uma diminuída na queda... É, acho que a vida está voltando ao normal aos pouquinhos... A roda gigante uma hora ia rodar! E eu tinha que subir, né? Chega de ficar lá embaixo! rs

     Engraçado isso... Esperei tanto por esse momento, de voltar à vida aos poucos, e agora tenho sentido um medinho... Esse sábado eu consegui dirigir, fui sozinha à 1a aula do meu curso de Geriatria na UERJ! Uma coisa super simples e eu era o ser mais ansioso na véspera. Mas está sendo bom conseguir vencer um desafio por vez... Na verdade o mais estranho disso tudo é que fui corajosa para tudo, afinal não foi nada fácil receber esse diagnóstico aos 33 anos, encarar cirurgia, encarar quimios, furadas, exames, etc, e para algumas coisas mais simples da vida normal eu pareço ter virado uma medrosa. Acho que é normal, né? Mas a vida está seguindo... E a estrada é beeem longa (e feliz!)!



     Bem, mas nem foi para falar disso que resolvi escrever aqui hoje. E sim para desabafar sobre um acesso de choro que eu tive por uma coisa mais simples do mundo: marcar um exame. Marquei o Eco sem problemas, mas ao me deparar com o pedido de uma nova ultrassonografia de mama, me veio um filminho na cabeça. Farei o exame no mesmo lugar e com a mesma médica onde tudo começou. Pronto! Foi o suficiente para me lembrar daquele fatídico 24 de janeiro. Desabei. Chorei que nem criança. Com direito a nariz escorrendo e tudo mais... Pobre Redator-chefe! Teve que aturar mais essa logo pela manhã. Mas, foi o que ele falou, a culpa não é da clínica, e isso não vai acontecer de novo! Desabafei, desopilei o fígado, coloquei para fora e pronto! Exame marcado! Data: 11/11/11! Bom sinal, né? Sinal de que minha mama direita não vai ter surtado como a esquerda e vai estar beeeem limpinha, sem nenhum nódulo, nada, nada! Chega de susto! Mas serviu para mostrar que o trauma é grande mesmo, viu? A gente vai encarando tudo com força, garra e coragem, mas tem horas que precisamos nos lembrar que não somos super-mulheres o tempo todo... Se bem que sempre adorei as Meninas Super-Poderosas (e conheci várias nesse mundo bloguístico!!!).


     Bem, meninas (Super poderosas!), é isso... é seguir com a vida, aos poucos ela vai voltando ao normal, mas "nada do que foi será, do mesmo jeito que já foi um dia..."

P.S. Uma música dos Novos Baianos, para animar... "quando eu cheguei...tudo, tudo, tudo estava virado..." - como minha cabecinha está agora. A Marisa Monte gravou essa música, adoro, mas não achei um vídeo com ela...:(



     Mil beijos em todas!