Olá, pessoas!
Mais uma vez o dia está lindo lá fora e cá estou eu curtindo essa astenia, esse cansaço gostoso, essa moleza que se abate sobre o ser que fez quimio há uma semana... Impressionante como cada sessão vem com uma "surpresinha" diferente: é o Kinderquimio!
Se nas primeiras sessões à la Campari (aquelas vermelhinhas me dão nhecati só de olhar a cor do líquido), eram enjoos intermináveis, "até que os olhos mudem de cor...", ter o baque da queda de todos os pelinhos do corpo, fora outras cositas más, que prefiro esquecer; nesses ciclos da "branquinha" (e não é a do Maradona, viu?), parece que o cansaço vem que vem que vem quicando (sorte que sem Os Havaianos!), é uma moleeeza, uma fadiga, uma sensação de que estou sempre correndo a meia maratona (porque a inteira eu sei que não estaria aqui para contar a história!), sempre estou colocando meus bofes para fora! É aí que vem a realidade...
Sim, querida Marina, já se passaram 6 meses do diagnóstico e muitas vezes você parece não ter se dado conta do que você está tratando... E não, não é negação, pois essa deve ter durado uns 5 minutos do abrir do envelope à ligação para os médicos... É sim, aquela velha dificuldade de "puxar o freio de mão", de deixar de ser ansiosa, de querer abraçar o mundo com as pernas... Em pleno tratamento quimioterápico eu ainda me pego me preocupando com trabalho, com o que mais eu devo fazer, que eu não quero parar, que eu tenho que estudar mais, como vai ser, será que eu consigo... Chega de se cobrar, Marina! Tudo tem seu tempo e quando for a hora, as coisas vão se encaixar certinhas...
Pois é isso... Eu que vinha numa embalada, descendo ladeira abaixo, sem me permitir ser, de verdade, FELIZ, puxei o freio de mão... Hoje, aprecio o sol, aprecio o dia, aprecio a família maravilhosa que eu tenho, o namorido mais-que-perfeito (e não é verbo!), as amigas (reais e virtuais) lindas e leais (sempre dispostas a me ajudar, me mimar, me fazer rir...) e só não aprecio mais tudo, porque cada coisa tem seu tempo... Assim que meu organismo permitir, vou aproveitar ainda mais... e sem cansar! :)
Mil beijos em todas!
P.S. e mais uma música feliz, que eu adoro, da cor que eu amo: "Amanhã, outro diaaaaa..."
Mais uma vez o dia está lindo lá fora e cá estou eu curtindo essa astenia, esse cansaço gostoso, essa moleza que se abate sobre o ser que fez quimio há uma semana... Impressionante como cada sessão vem com uma "surpresinha" diferente: é o Kinderquimio!
Se nas primeiras sessões à la Campari (aquelas vermelhinhas me dão nhecati só de olhar a cor do líquido), eram enjoos intermináveis, "até que os olhos mudem de cor...", ter o baque da queda de todos os pelinhos do corpo, fora outras cositas más, que prefiro esquecer; nesses ciclos da "branquinha" (e não é a do Maradona, viu?), parece que o cansaço vem que vem que vem quicando (sorte que sem Os Havaianos!), é uma moleeeza, uma fadiga, uma sensação de que estou sempre correndo a meia maratona (porque a inteira eu sei que não estaria aqui para contar a história!), sempre estou colocando meus bofes para fora! É aí que vem a realidade...
Sim, querida Marina, já se passaram 6 meses do diagnóstico e muitas vezes você parece não ter se dado conta do que você está tratando... E não, não é negação, pois essa deve ter durado uns 5 minutos do abrir do envelope à ligação para os médicos... É sim, aquela velha dificuldade de "puxar o freio de mão", de deixar de ser ansiosa, de querer abraçar o mundo com as pernas... Em pleno tratamento quimioterápico eu ainda me pego me preocupando com trabalho, com o que mais eu devo fazer, que eu não quero parar, que eu tenho que estudar mais, como vai ser, será que eu consigo... Chega de se cobrar, Marina! Tudo tem seu tempo e quando for a hora, as coisas vão se encaixar certinhas...
Devo estar parecendo maluca, em estar escrevendo para mim mesma, né? Mas antes que vocês achem que eu surtei, é que de vez em quando a gente precisa dar uns "puxões de orelha em si mesmos". A vida está me dando essa chance, de eu repensar o que eu realmente quero, o que realmente importa... Mas muitas vezes, a velha-Marina reaparece se cobrando e eu tenho que relembrá-la que agora é hora de ficar boa, de se cuidar, de dar tempo para o corpo se recuperar, colocar a cabeça no lugar... Precisei levar uma traulitada na cabeça para me permitir parar um pouco e refletir... E tenho certeza que isso não está sendo em vão!
Pois é isso... Eu que vinha numa embalada, descendo ladeira abaixo, sem me permitir ser, de verdade, FELIZ, puxei o freio de mão... Hoje, aprecio o sol, aprecio o dia, aprecio a família maravilhosa que eu tenho, o namorido mais-que-perfeito (e não é verbo!), as amigas (reais e virtuais) lindas e leais (sempre dispostas a me ajudar, me mimar, me fazer rir...) e só não aprecio mais tudo, porque cada coisa tem seu tempo... Assim que meu organismo permitir, vou aproveitar ainda mais... e sem cansar! :)
Mil beijos em todas!
P.S. e mais uma música feliz, que eu adoro, da cor que eu amo: "Amanhã, outro diaaaaa..."
















