Olá, meninas!
Tudo bem? Comigo tudo tranquilo! Acordei mais cedo do que deveria, uma dorzinha de garganta de leve, mas nada que tire o bom humor. Acordei chateada por ter dormido muuuuito pouco, mas ao ligar a TV (hoje eu precisei da companhia dela para me ajudar a trazer o sono de volta...), o que eu vejo? Um programa sobre zooterapia. Eles mostravam o benefício do contato dos animais com os idosos em um asilo. Pronto! Meu sono por ter dormido só 4 horas foi embora. Num programa só, cachorros fofos e velhinhos. Amo! E fiquei feliz. Sim, agora bastam pequenas coincidências da vida para me alegrar. E isso é uma das coisas boas que ter tido câncer (ahááá, já consigo falar no passado!) traz. Ser feliz com pequenas coisas.
E aí aproveitei o momento silêncio absoluto para vir escrever. Sem pressão. Vou deixar as palavras fluírem. Fui relembrando tudo o que aconteceu nesse mais de 1 ano. E, apesar de ter sido beeeem difícil (está sendo, ainda faltam 3 aplicações de Herceptin + 5 anos de Zoladex e Letrozol...aafff), ficaram coisas boas, que eu espero levar para o resto da minha loooonga vida. Claro que ficam as lembranças dos efeitos da quimio, as cicatrizes físicas e emocionais, as idas à emergência, as privações... Mas hoje não vou escrever sobre isso...
Vi que aprendi a contar mais com os outros. Ainda é difícil, mas eu tento. Peço mais, me permito depender de outras pessoas. Não vivemos em sociedade à toa. E é tão bom cuidar, por que não deixar ser cuidada? Faz bem ao outro também. Ajudar é bom demais. Ser ajudada também.
Realmente essas pequenas coisas, como ver boas experiências, por menores que sejam, me deixam felizes. Continuo detestando filas e engarrafamento. Para que perder tempo precioso de vida parada num lugar? Mas, nada que me tire do sério... É colocar uma música alegre e aproveitar a vista.
Fiz amigas de verdade. Engraçado. Pessoas que eu jamais conheceria, mas que têm preenchido minha vida, me trazendo novos planos, vontade de mudar, de fazer a diferença no mundo, me foram apresentadas graças ao câncer. Que paradoxo, né? O câncer me trouxe pessoas boas. Do bem mesmo. Além de médicos (aaaah, minha mastologista, não canso de repetir, ela é o máximo!), enfermeiras, secretárias maravilhosas, o câncer me trouxe amigas. Fiz BFFs. Não vou citar, para não provocar ciumeira, mas elas sabem beeeem quem são. Amo "tus"!
"Tamu style, hein?"
E com essas novas velhas amigas (velhas de sensação mesmo, não de idade!) eu voltei a dar gargalhadas. Se há tempos eu não fazia isso com essa vontade, me peguei rindo com vontade novamente. Sabe aquele momento quando você só quer falar besteira? Isso foi possível novamente. Agradeço mOOOOOOIto a elas por isso.
E família? Sempre adorei minha família enorme. Já até escrevi um post só para ela aqui. Mas não canso de repetir: amo minha família! Amo ter mil primas (ô exagero... mas são muitas mesmo!). Amo ter me aproximado ainda mais delas. Amo poder contar com elas, mesmo elas estando perto ou longe. E amo o fato do meu primo André sempre se lembrar de mim. :)
E para provar que estou feliz... Voltei a rir como criança com Bob Esponja. É, acho que estou voltando ao normal... :P
Mil beijos e um ótimo fds!
















