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terça-feira, 16 de dezembro de 2014

O tempo passa... O tempo voa...

     Olá, meninas!

     Voltei antes do que imaginavam, né? Prometi que quando tivesse alguma ideia e sendo possível, eu escreveria rapidamente aqui... Hoje a ideia veio, e estava em casa... Logo, vamos ver no que vai dar...:)

     Nem sou muito de fazer rascunho quando escrevo. Vou deixando as palavras aparecerem, digito (cato milho, vá lá...) e no final dou uma revisada e publico. O que vem do coração sai mais leve. E se posso dar uma dica para quem está no meio do furacão do diagnóstico/tratamento de um câncer, vai essa: escreva. Ajuda muito. No meu caso posso dizer que foi parte importantíssima para eu manter minha saúde mental quase em dia... (Normal, normalzinha eu nunca fui mesmo... rs)

     Mas vamos ao que interessa: o texto de hoje. 

     Essa semana rolou comemoração de fim de ano com o pessoal do trabalho. Tá, e daí? Todo mundo neste mundo de meu Deus deve ter participado de ao menos uma festcheeenha de fim de ano, mesmo achando que Cristo era só mais um cara cabeludo, gente fina e do bem... No meu caso esse momento serviu para muito mais do que ter certeza de que trabalho com pessoas mais do que especiais... Serviu para fazer um flashback do que aconteceu de 2010 para cá...

     Há 4 anos atrás, nos idos de 2010, a Copa tinha sido na África do Sul, eu tinha acabado de me matar no mestrado, mudado de rumo no que diz respeito à vida sentimental, entrado em 2 empregos diferentes e perdido um dos maiores amores da minha vida: o Toddy, meu labrador chocolate mais lindo do planeta... 2010 tinha sido tão sinistro que esperava um 2011 mais tranquilo, com esperança de que a calmaria estaria chegando... Ha ha ha


     E 2011 chegou. Num réveillon em Mauá, sem um barulho de fogos, cachoeira e muito ar puro. Pronto, era o prenúncio da paz que reinaria. Tolinha de novo: 24 de janeiro e vem a cartinha mais temida que, resumidamente, dizia: F... Você está com câncer. Morri, ressuscitei e fui à luta. Mastectomia, quimioterapia, ficar careca, vomitar a alma, mais cirurgias, parar de trabalhar totalmente por 2 anos, mais medicações injetáveis, mil consultas, três mil exames, medo, muito medo e mais vontade ainda de viver e ser feliz.

     Mas e por que essas recordações assim e no meio de uma festa de trabalho? 


     Porque essas pessoas que estavam ao meu lado nem devem saber, mas elas que abriram os braços e me acolheram no meu retorno. Retorno ao trabalho, retorno ao "mudar novamente de lado na maca", retorno à vida... E elas me receberam tão bem, que já faz quase 2 anos que este retorno aconteceu, mas ainda hoje eu agradeço muito por saber que posso contar com elas. Mesmo que elas não tenham noção disso, elas são minhas anjinhas da guarda. E eu jamais esquecerei dos sorrisos, das gargalhadas e do apoio incondicional que elas me dão todo dia, o dia todo. 

     E que 2015 passe logo... E 2016 chegue rápido... E 5 anos terão se passado... :) 

     ..." Para todo mal, a CURAAAAA..."  ou ..." há cura..." (a critério do freguês)

     Mil beijos!

     

segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

O susto...

     Olá pessoas!
     Quem me conhece sabe que não sou de ficar desanimada pelos cantos, nem borocoxô, nem me lamentando da vida, mas essa última notícia no jornal da "vida como ela é" realmente me deu uma trombada...(o caminhão passou por cima e não satisfeito deu uma rézinha!) Há 1 semana descobri como 3 palavrinhas poderiam mudar minha vida da noite para o dia, e elas não eram: "quer casar comigo?" , muito menos "parabéns pelo emprego!", mas sim: carcinoma ductal infiltrante.

     Estava eu no meio de uma rua mega-power-ultra movimentada quando abri o envelope, mas parecia que o mundo tinha parado...será que era meu mesmo aquele exame? Será que eles trocaram? Por que logo comigo? Por que tão cedo ter que passar por isso? Pois bem...alguns minutos de choque e o pensamento real: sim, era comigo, sim era câncer e sim eu teria que enfrentar tudo isso aos 33 anos...

      Nesse momento não sei o que é pior, mas tudo que eu queria era não ser médica e entender beeem ao certo o que aquelas palavrinhas maledetas queriam dizer...tudo bem que ainda bem que sou pneumologista e de mama eu só sei porque elas atrapalham para ver os pulmões no raio-x, e assim, pude me fazer de leiga dali para frente...coisa que eu me prometi e me permiti até hoje: não pesquisarei NADA em sites médicos, não olharei nem um livrinho, nem vou dar uma Googlada em nenhum assunto técnico! Vou ficar otimista e pronto!

     Ahan, ahan...fácil assim, né? Que nadaaaa...chorei a mesma quantidade de água que Foz de Iguaçu jorra por segundo (somada à, quiça, uma Baíazinha de Guanabara), mas a vida segue, e graças a Deus (Alá, Maomé, Jeová, ou quem você preferir) eu tenho uma família maravilhosa, um namorado perfeito e amigos mais do que amigos de verdade...mais do que nunca, descobri que tenho muuuuitas amigas do peito! (tá, tá, trocadilho infame, mas eu posso, tá? o Oncocard me permite!!). São eles (vocês, caso estejam lendo essa lenga-lenga) que me fazem ter força para lutar contra isso tudo e ter certeza de que sairei dessa melhor do que entrei...tanto fisicamente, como espiritualmente!

     Bem, essas foram as primeiras mal-traçadas linhas de um blog que espero que tenha vida curta...:)
     Me desculpem o texto confuso, mas é assim que minha cabeça está agora...um emaranhado de sentimentos e sensações, medos, esperança, coragem e fé...mais uma vez MUITO OBRIGADA A TODOS que estão ao meu lado, aos que estão torcendo de longe, aos que estão rezando...enfim: muuuito obrigada mesmo! Do fundo do meu coração! E pulmões, fígados, rins, ovários...todos limpinhos segundo os exames!:)

BEIJOS!